Reflexões...
- 11 de out. de 2015
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No início do verão, e depois de algumas conversas (umas de corredor, outras de gabinete) comecei a debater-me com uma pergunta crucial: o que está a separar a equipa do futuro que todos queremos?
Numa fase inicial acreditei que o que nos faltava eram materiais e equipamentos, e comecei a tratar do assunto.
Depois tomei consciência de que o que nos faltava era planeamento e organização, e trabalhei para isso.
Na verdade, tudo isto era muito importante, necessário e imprescindível.
No entanto, para mim, havia outra coisa ainda mais importante, e essa coisa tinha um nome: atitude. Depressa percebi que se não se verificasse uma mudança de atitude em todos, não seria possível conquistar uma condição e um ambiente melhor. Podíamos ter mais material; podíamos ter mais equipamento; podíamos ter mais planeamento e estarmos bem organizados, mas não seriamos construtores de mudança e do futuro.
Falo de uma nova atitude, mas a palavra deve ser pronunciada no plural, já que ela compõe um largo conjunto de posturas, crenças e conceitos.
E foi desta forma que me fui cansando de queixumes, lamentações e rituais em que se fabricavam mentalmente as vítimas disto ou daquilo, em que se queixavam até à náusea, sobre o que os outros lhes fizeram e continuam a fazer, em que pensavam que todo o mundo lhes devia qualquer coisa. Pura ilusão…
Falei de atitude, porque a mudança começa em nós, connosco e com a nossa atitude, e a mensagem passou a ser simples: mais do que sermos tecnicamente competentes, devemos ser capazes de questionar a técnica, de ceder e de nos adaptarmos.
Mais do que estarmos preparados para dar expostas, necessitamos de capacidade para nos questionarmos a nós mesmos; mais do que encontrar a direção certa, somos nós que devemos descobrir o nosso caminho. A bussola dos outros não nos serve. O mapa dos outros não nos ajuda. Precisamos encontrar os nossos próprios pontos cardeais.
Só depois estaremos prontos para falar de atitude e para nos valorizarmos: pela obra que formos capazes de fazer…
Saberemos conquistar a certeza de que somos nós os produtores do nosso destino, e com esta consciência, a equipa funciona!

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