Uma viagem gastronómica
- 22 de mai. de 2015
- 2 min de leitura
Seria injusto deixar passar este dia e ignorar o prazer que esta viagem gastronómica me trouxe. Chamo viagem, porque ela se iniciou muito antes de me sentar à mesa e desfrutar.
Dois jovens Chefes de Cozinha/Formadores com quem tenho o gosto de trabalhar resolveram proporcionar aos seus alunos algumas aulas diferentes, tendo convidado outros Chefes para se juntarem a eles, num verdadeiro contexto de formação.
Iniciaram no dia 21 de abril, com o Chefe João Sá, e com um menu brilhante.
Como estive ausente entre o dia 19 de março e 23 de abril, não me foi possível realizar e desfrutar desta viagem de uma forma tão intensa e carregada de novas aprendizagens, mas tive o prazer da degustação:
Tomate recheado com sapateira

Lingueirão, Bulhão e o pato

Corvina, masotto e funcho

Bochechas de porco, puré de maçã com caril e espargos verdes

Tarte de limão merengada

Ontem, 21 de maio, o convidado foi o Chefe Nuno Diniz. Mais uma viagem gastronómica, mas esta vivida de forma intensa desde o primeiro momento. A leitura das fichas técnicas. A pesquisa dos produtos. A alegria da descoberta. A gestão das emoções. A sorte de poder apreciar o entusiasmo dos alunos. A mescla de agitação e tranquilidade vividas na cozinha. A espera. A degustação:
Mil folhas de omelete, e Luis Pato Espumante Duet 2010

Madalenas de milho, e Luis Pato AM Branco 2010

Arroz de coelho de Abiúl, e Luis Pato Vinhas Velhas Tinto 2004

Corvina, favas e chouriço, e Luis Pato Baga Natural Tinto 2013

Pato e baunilha, e Luis Pato Vinha Pan 2010

O que é doce nunca amargou, by David Gomes, e Luis Pato Espumante Método Antigo Maria Gomes 2013

Foi um verdadeiro teste aos sentidos, onde consegui ter a ilusão de percorrer diferentes caminhos, sempre à descoberta de um novo sabor, de uma nova harmonização. O fantástico deste jantar, foi muito para além da harmonização entre o menu e os vinhos. Nos rostos, à volta da mesa, confesso que nunca consegui descobrir se todos seguíamos a mesma ordem das sensações, mas tenho a certeza que os nossos sorrisos cúmplices exprimiam a realidade daquilo que se passava dentro de nós.
À volta de uma mesa acabámos por descobrir o verdadeiro valor que alcançam produtos tão simples como o ovo, o arroz ou as favas. Falamos. Rimos. Escutamos. Saboreamos. Surpreendemo-nos. Acreditamos que os nossos companheiros de viagem sentem exatamente o mesmo que nós. É esta a exaltação do prazer de uma viagem gastronómica.

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